Francine Machado de Mendonça
Pesquisa Ação no Mestrado Profissional em Artes da Cena
Meu trabalho e estudo em Pedagogia Griô e Teatro do Oprimido com a Educação de Jovens e Adultos (EJA) de Santo André começou a se integrar na pesquisa-ação que faço no Mestrado Profissional em Artes da Cena na Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH). No geral, uma pesquisa-ação busca saídas para problemas que se transforma numa espécie de “estudo mão na massa”.
No caso da EJA, muitas das turmas para as quais ensinei artes no ABC resistiam às aulas não tradicionais e que demandam mais dos corpos dos estudantes do que das cópias em cadernos deles.
Mestrados profissionais costumam demandar produto final: no caso da minha pesquisa este site reúne alguns deles, ao final das páginas Teatro do Oprimido e Pedagogia Griô.
Que curiosidade “estes frutos” te deram?
A Pedagogia Griô valoriza a trajetória do professor como potência de seu trabalho no chão da escola – em meu percurso, minhas viagens vivenciando e registrando a cultura popular Brasil adentro me levaram às práticas decoloniais e estéticas dos criadores da abordagem griô Lillian Pacheco e Marcio Caires.
Antes de esboçar a sistematização desta pesquisa-ação, recorria à cultura popular com os aprendizes resistentes à metodologia cênica de Augusto Boal. E mesmo com as salas mais abertas à proposta deste teatrólogo, dificilmente avançávamos dos jogos às cenas com as opressões dos educandos.
No primeiro ano como mestranda, transformei meus vários anos de vivências em danças brasileiras, cantigas populares, contação de histórias e percussão popular em aquecimentos brincantes para o Teatro do Oprimido e desde então já aprofundamos os improvisos em práticas e discussões com as técnicas Teatro Fórum, Teatro Jornal e Teatro Invisível.
Assim que arredondar meu memorial de percurso da pesquisa publicarei este balanço acadêmico aqui também.








