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TEATRO do OPRIMIDO

ÁRVORE do TEATRO do OPRIMIDO da EJA

Comunicação Oral da Pesquisa T.O.
e Pedagogia Griô na 9a Jornadas Internacionais de Teatro do Oprimido Universitário (JITOU)

Dramaturgia criada em cima das histórias de opressão dos estudantes da EMEIEF Vereador Manoel de Oliveira, em rodas de narrativas de vida na EJA, mas que podem ser trabalhadas contra o machismo e homofobia, principais vivências partilhadas no Jd. das Maravilhas, em Santo André.  Os estudantes trocam de papéis e fazem leitura dramática do preconceito que não viveram, reconhecem as palavras do que contaram e se emocionam, por isso a ideia é provocar um distanciamento e a partir de um "olhar de diretor de  teatro" propor e improvisar juntos reações às situações encenadas.

Além de enfrentar esses preconceitos de outro modo futuramente na vida.

Teatro Fórum

Dramaturgia para ensaio da técnica de T.O. Teatro Invisível, trabalhada com as turmas das EMEIFs Vereador Manoel Oliveira e Darcy Ribeiro, em Santo André, para divulgação da EJA. A ideia é apresentar como uma cena cotidiana, onde poderia acontecer e não como uma intervenção cênica. Os aprendizes aproveitariam esse diálogo para divulgar a Educação de Jovens e Adultos no sábado letivo dos colégios, no qual aconteceriam feira e mostra cultural no fim do 1o semestre letivo de 2022, mas que por motivo de saúde da professora e protocolo sanitário das escolas acabaram não ocorrendo. Sabe-se da  aplicação desta técnica noutros contextos, como apresentações contra poluição das praias no Rio de Janeiro e abuso em condução pública no Rio Grande do Sul. Os grupos sempre apresentam um conflito ensaiado fora do local em que atuam, tensionam o máximo possível, mas saem de cena quando o público toma  partido e começa discutir, porque os "expect atores" que intervem não sabem que é teatro. No Peru foi usado para divulgar programa de alfabetização que Boal apoiou, na época das ditaduras latino americanas enfrentadas pela região.

Teatro Invisível

Balanço da pesquisa no Centro Público de Formação Profissional (CPFP) João Amazonas e EMEIEF Darcy Ribeiro, referente ao 2o semestre de 2021. O vídeo foi criado para envio ao prêmio Arte na Escola, ao qual a artista-educadora concorreu em 2019 e 2022. Um dos aprofundamentos da época foram parceria dos professores Wendel Menezes (português) e Vânia Bicudo (matemática) para juntar as turmas e ter grupo suficiente para vivenciar Boal. 

Para o professor parceiro mencionado acima os estudantes participavam mais com vários professores atuando juntos e estas interações poderiam diminuir as faltas nas sextas-feiras à noite.

Depois de um ano de pesquisa, apresentação no Seminário da Associação de Professores de Escolas Públicas da USP, seminário na Escola Superior de Artes Célia Helena, 1ª qualificação com os professores de lá e lançamento do meu 3º livro infanto-juvenil Os Meninos que Queriam Rodar, posto o 3º balanço em vídeo da pesquisa ação em Teatro Oprimido e Pedagogia Griô,

com a Educação de Jovens e Adultos em Santo André. 

 

Último não porque o estudo terminará, mas para finalizar o esboço de sistematização desta pesquisa ação - dentro de minhas limitações técnicas, já que venho de uma atuação em comunicação em que editávamos na analógica mesa de corte seco – neste sentido, benditas sejam as ferramentas de edição das redes sociais!

 

Faço este balanço introduzindo o vídeo poético do estudo por ter confirmado com a Pedagogia Griô que a identidade do professor impacta em seus planejamentos, aulas e relações com as turmas.

Há uma relação parecida com a projeção do atendido e o psicanalista, que amplia possibilidades de intervenção. Os estudantes também fazem as vivências que proponho um pouco pela curiosidade do meu encantamento com as mesmas ou pela curiosidade quando a supervisora Desiclei cantou e dançou numa aula brincante de cultura popular e avaliou que sou uma biblioteca (estou mais para

um “corpo livro”) e afirmou que sou famosa nas partilhas de experiências da rede, pelas propostas brincantes – que envolvem narrações, cantigas, danças brasileiras e claro, teatro.

 

Esta gravação derradeira traz parte destas experiências para além da escola e paredes das salas,

que colaboraram para dar conta do primeiro longo ano letivo “pós pandemia”, além de envolver os aprendizes. 

 

Tem a associação da cerâmica popular à massinha escolar; as dinâmicas Reichianas que nos apoiaram nas reuniões pedagógicas; a adesão de uma das estudantes mais resistentes; os “alunos brincantes” vindo à tona nos encontros; meu processo criativo na oficina Teatro da Encruzilhada, com a Cia Teatro Documentário; as ocupações da sala multiuso do clube CESA, anexo à EMEIEF Darcy e do pátio; a aula espetáculo com a qual terminei a formação em Pedagogia Griô; homenagem e reencontro com colegas professores com os quais aprendo há anos; reconhecimento de aluna com várias dificuldades para terminar o fundamental; ensaios musicais que fomentaram minhas aulas, visita ao Centro de Culturas Negras do Jabaquara/ SP.

 

Coube um mundo e a surpresa foi apresentar com algumas turmas os sambas e forrós que ensaiamos, descobrir os videokês virtuais como ferramenta de letramento e integrar as salas à turma da alfabetização, que também terminou 2022 cantando. 

Um pouco como os processos criativos, que se alimentam de fontes variadas – e que meus professores e orientador estimularam a transformar os meus em produção de conhecimento com pensamento diferente das ciências duras.

Entre 2017 e 2018 participou dos encontros anuais da Rede Sem Fronteiras de Teatro do Oprimido em escolas estaduais, centro cultural e teatro de Lauro de Freitas, na Bahia e Campinas, em São Paulo. Neles perderia a conta dos aprendizados com praticantes de Moçambique, Uruguai, Chile e de várias regiões do Brasil. Num dos improvisos discutidos na comunidade baiana de Itinga

a artista-pesquisadora propôs em cena uma reação possível para apresentação de praticantes da Argentina, em que a encenação fluiu mais pela expressão corporal, devido aos desencontros dos idiomas que os envolvidos falavam.

 

Entre 2019 e 2021 se especializou em T.O e Processos Grupais na Psicologia Social com o Coletivo Garoa. A doutora, psicanalista, formadora e ex atriz Kelly di Bertolli é deste Coletivo, responsável por esta pós e atuou com Boal. Neste lato sensu a professora, escritora e contadora de histórias Francine conheceu experiências e estudos em Teatro do Oprimido na saúde mental, assistência social, ONGs e movimentos sociais e aprendeu com todos. Sua pesquisa do período tratou da multiplicação (formações) em T.O. na pandemia para diferentes públicos nos ensinos remoto, híbrido e presencial.

Nesta especialização, Francine descobriu que Boal ampliou a atuação político-teatral marcante que realizou no Brasil e América Latina, na época das ditaduras da região. Esta pesquisa recente em que este teatrólogo se debruçou em um dos últimos trabalhos no Brasil, deu origem à Estética do Oprimido, que levanta nas oficinas dadas pelo Centro de Teatro do Oprimido (CTO) do Rio de Janeiro, expressões artísticas que dialoguem com a realidade dos participantes e com os materiais acessíveis às comunidades parceiras – com recicladores num dos movimentos em que atuam, criaram um homem elaborado com material reciclável. A árvore que ilustra esta página foi adaptada, desenhada e pintada por uma das turmas com as quais este estudo é posto em prática – no caso, a sala trabalhou com material da EMEIEF Vereador Manoel Oliveira e neste sentido, há consciência de que nem todos formadores/ praticantes terão privilégio semelhante com os materiais.

A artista-educadora começou a fazer Teatro do Oprimido (T.O. “para os íntimos”), metodologia de Augusto Boal, no Sesc Pompeia, com o filho do criador, Julian Boal, em 2012. Com ele o grupo aprendeu a criar cenas em que o protagonista não consegue o que quer/precisa, mas deixando alguma abertura para a platéia propor e interpretar reações no lugar do oprimido (dramaturgia do oprimido), já que a idéia era que o público (expect atores) treinassem várias saídas para a situação interpretada, acreditassem nelas e ganhassem repertório para não enfrentar estes preconceitos estruturais do mesmo modo (machismo, classismo, racismo, homofobia, xenofobia, entre outros).

Apesar de rápida, nesta oficina livre a artista-pesquisadora fez amigos e colegas de encontros periódicos da Rede Sem Fronteiras de T.O. (praticantes de muitos lugares, com os quais se aprende política, economia e sustentabilidade entre os jogos cênicos, refeições e discussões), além de parceiros da especialização nisso, terminada em 2021.

 

Em 2016 fez formação com encontros mensais durante o ano letivo com Armindo Pinto (que trabalhou com Boal) em Santo André (onde dá aulas de artes há sete anos), ampliando o olhar de que em algumas turmas/ escolas não se consegue avanços em T.O. devido às dificuldades estruturais maiores do que a atuação solitária do arte educador.

A despeito disso, assistiu, debateu e improvisou reações contra cena de abuso em condução pública, prática artístico-dialética que auxilia até hoje a mediar jogos e improvisos na Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidade em que a maioria das estudantes traz narrativa feminina coletiva de opressão machista, impedindo acesso e continuidade dos estudos.

arvore_TO.jpg

É parte dos jogos e técnicas do desenho acima que a educadora-pesquisadora Francine trabalha com os jovens e adultos na EJA,

na região do ABC Paulista. Como avançou dos jogos ao improviso da opressão no trabalho de uma aprendiz na EMEIEF Darcy Ribeiro em 2021, além de multiplicar (ensinar como mediadora do T.O. ou curinga) mais técnicas de Boal com suas turmas em 2022 pela primeira vez, Francine pesquisa no Mestrado Profissional em Artes da Cena na Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH),

se os cantos populares, danças brasileiras e histórias da cultura popular, aprendidas na formação em Pedagogia Griô, condensados como aquecimentos brincantes, facilitaram estes aprofundamentos em T.O. com suas salas. Esta página é parte dos produtos que este Strictu Sensu exige e reúne outros frutos desta pesquisa.

 

Como rescaldo de seu histórico nos 17 anos de atuação como comunicadora antes de se tornar educadora e narradora de histórias, manteve a divulgação desta pesquisa com recursos e práticas da época em que foi jornalista: publicando artigos, podcasts, lives e vídeos – a maioria parte dos produtos ligados ao mestrado profissional, que serão inclusos nesta página aos poucos. Escreveu sobre educação nos blogs Educação do Instituto Votorantim e da editora Brinque-Book, além das revistas Gestão Educacional e Professor Mestre; cobriu cultura no site iG Ler, Revista Murro em Ponta de Faca e programa Conexão 2 da Rádio Eldorado AM e Kiss FM; além de ser repórter em diferentes revistas de turismo. Com a Pedagogia Griô, Francine conseguiu reunir seus aprendizados e paixões pela cultura e turismo na Trilha Griô (vivências e aprendizados em comunidades tradicionais), articulado pelos artistas-formadores griô Lillian Pacheco e Marcio Caires, no quilombo baiano do Remanso. Mas isso é pauta do texto sobre a Pedagogia Griô, que eles criaram! Sabia mais clicando em Pedagogia Griô.

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